Sonhos


É noite, o silêncio é minha prece

E eu, poeta que se entristece
Chorando sem qualquer rumor
Levo-te ao ápice da minha dor.
Sou puro cansaço, mas não fecho os olhos 

Não adormeço sem pensar
Meu peito hoje é aço maltratado
Triste e ofendido por seu pranto
Doloroso, quase sem engano.
Adormeci e te vi em meus sonhos mais belos

Desesperada e revirando-se no que passou
Sua voz ecoa pelos cantos vazios 
Seu rosto não me mostra saídas
Sua mão me acena a despedida
Não te deixarei jamais, minha querida.